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domingo, 22 de julho de 2012

HIPERTENSÃO ARTERIAL


O que é Hipertensão arterial?
É uma  doença crônica caracterizada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos.
Considera-se hipertenso aquele que apresentar durante mensurações periódicas, a pressão igual ou maior que 140:90 mmhg ou 14:9.
Quais as causa da Hipertensão arterial?
Em 95% dos casos, a causa da hipertensão arterial (HA) é desconhecida, sendo chamada de HA primária ou essencial. Nesses pacientes, ocorre aumento da rigidez das paredes arteriais e a herança genética pode contribuir para o aparecimento da doença em 70% dos casos.
Nos demais, ocorre a HA secundária, ou seja, quando uma determinada causa predomina sobre as demais, embora outras possam estar presentes. É o caso da:
  • HA por doença do parênquima renal
  • HA renovascular: provocada por algum problema nas artérias renais. O rim afetado produz substâncias que elevam a pressão arterial
  • HA por aldosteronismo primário
  • HA relacionado à gestação
  • HA relacionado ao uso de medicamentos; como corticosteróides, anti-concepcionais ou anti-inflamatórios.
  • HA relacionado ao feocromocitoma: tumor que produz substâncias vasoconstritoras que aumentam a pressão arterial produzem taquicardia, cefaléia e sudorese.
  • HA relacionado a outras causas

Quem está mais sujeito a hipertensão, o homem ou a mulher?

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), a prevalência global de hipertensão entre homens (26,6%) e mulheres (26,1%) insinua que sexo não é um fator de risco para hipertensão, porém o homem fuma mais que a mulher, alimenta-se pior e é mais sedentário, além de que só vai ao médico quando apresenta um sintoma de doença que limite o seu dia á dia, como a hipertensão é uma doença silenciosa, no homem às vezes a doença é descoberta em uma fase mais tardia quando os danos já estão instalados.·.
Enfim a pressão alta ataca homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres, idosos e crianças, gordos e magros, pessoas calmas e nervosas.
A Hipertensão é muito comum, acomete uma em cada quatro pessoas adultas. Assim, estima-se que atinge em torno de, no mínimo, 25 % da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil. É responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves consequências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão.
Pessoas com história familiar de hipertensão podem apresentar maior risco para a doença, devem fazer consultas periódicas a um Clinico Geral ou Cardiologista.
Níveis elevados de pressão arterial são facilitados por:
Elevada ingestão de sal,
Baixa ingestão de potássio,
Alta ingestão calórica e excessiva consome de álcool.
Os dois últimos fatores de risco são os que mais contribuem para o desenvolvimento de peso excessivo ou obesidade, que estão diretamente relacionados à elevação da pressão arterial. O papel do teor de cálcio, magnésio e proteína da dieta na prevenção da pressão arterial ainda não está definido.
O estresse psicológico e o sedentarismo ainda aguardam provas mais definitivas de participação como fatores de risco, embora existam evidências de que sua modificação pode ser benéfica no tratamento da hipertensão arterial.
O aumento do risco cardiovascular ocorre também pela agregação de outros fatores, tais como tabagismo e dislipidemias - alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, intolerância à glicose e diabetes mellitus.
 Quais são os sintomas da hipertensão arterial?
Na maioria dos casos, não são observados sintomas. Quando estes ocorrem, são comuns a outras patologias, tais como dor de cabeça, tonturas, cansaço, enjoos, falta de ar e sangramentos nasais. Por isso, a hipertensão arterial é conhecida como uma doença silenciosa. Isto pode dificultar o diagnóstico ou fazer com que os pacientes esqueçam-se de usar os medicamentos necessários para controlar a pressão arterial.

Quais são as complicações da doença?


A pressão alta ataca os vasos, coração, rins e cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada (endotélio), que é agredida quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper. Quando o entupimento de um vaso acontece no coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto. No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao "derrame cerebral" ou AVC. Nos rins podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos órgãos. Todas essas situações são muito graves e podem ser evitadas com o tratamento adequado, bem conduzido por médicos.

Quais as opções de tratamento disponíveis?
Existem dois tipos de tratamento para os hipertensos: não medicamentoso e medicamentoso.
Um estilo de vida saudável é fundamental para controlar fatores ambientais que influenciam negativamente a pressão arterial. Uma alimentação rica em frutas, verduras e vegetais, evitar a  ingestão excessiva de sal, combater o sedentarismo e a obesidade, evitar o álcool e o cigarro colaboram para a redução da pressão arterial e para a diminuição do risco cardiovascular.
Quando essas medidas não são suficientes para controlar a pressão arterial, o médico pode optar por introduzir medicações hipotensoras com o objetivo de reduzir a morbidade e a mortalidade cardiovasculares. O tratamento medicamentoso deve estar sempre associado ao tratamento não medicamentoso citado acima.
Existem vários medicamentos usados para controlar a hipertensão, como diuréticos, inibidores da ECA, bloqueadores do receptor AT1 e bloqueadores dos canais de cálcio. Às vezes, é necessário que o médico oriente uma associação de anti-hipertensivos.
O objetivo é reduzir a pressão arterial para valores inferiores a 140 mmhg de pressão sistólica e 90 mmhg depressão diastólica, respeitando-se as características individuais, a presença de outras doenças e a qualidade de vida dos pacientes.
QUEM SOFRE DE HIPERTENSÃOA RTERIAL PODE PRATICAR EXERCÍCIOS?
O exercício físico regular é recomendado atualmente na prevenção e no tratamento não medicamentoso da hipertensão arterial. Melhor forma física em normotensos associa-se com menor risco de mortalidade geral, em amplo estudo epidemiológico.
Na maioria dos estudos realizados, o treinamento físico diminui a pressão arterial de hipertenso, sendo a redução em média de 11 mmhg na sistólica e 6 mmhg na diastólica.
  • Efeito do exercício no organismo
  • Reduz a pressão arterial;
  • Auxilia na redução de peso;
  • Melhora a sensibilidade a insulina, consequentemente diminuindo os níveis de açúcar no sangue;
  • Melhora o humor;
  • Contribui para a redução do stress.
Qual é o melhor exercício? Aeróbico (bicicleta, natação, corrida) ou de Resistência (Musculação, Pilates)?
O exercício físico resistido é praticado regularmente e com o paciente controlado pelo seu médico, então produz o efeito hipotensor.
Além do que o reequilíbrio da musculatura antigravitacional assegura melhora do retorno venoso e redução da resistência vascular periférica o que auxilia na redução dos níveis de pressão arterial.
 A musculatura reequilibrada melhora a resistência aos esforços facilitando a execução dos exercícios aeróbicos que vão auxiliar na diminuição de peso, controle da glicemia e da pressão arterial.
Qual frequência semanal para o hipertenso fazer exercício e normalizar a sua pressão arterial?
 Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia a frequência ideal é de três vezes por semana, duração de 40 minutos, com a intensidade de 40% a 60% da capacidade funcional máxima.
Em estudo verificou-se a redução de até 8mmHg após o exercício com este efeito permanecendo por 60 minutos.

 Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia;Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial e Colégio Americano de Esportes.



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